FUNCHAL (Ilha da Madeira)
O povoamento iniciou-se em 1424, quando a ilha da Madeira
foi dividida em duas capitanias. A capitania do Funchal coube a João Gonçalves
Zarco que aqui se fixa com os seus familiares.
Com a sua posição geográfica, a existência de um bom porto
marítimo e a produtividade dos seus solos, constituiu-se cedo um importante
núcleo de desenvolvimento da ilha. A designação de Funchal deve-se à existência
da planta aromática designado por funcho que abundava no burgo primitivo e se
alargava até à beira-mar.
Recebeu o primeiro foral entre 1452 e 1454, que o elevou a
vila e a sede de concelho, em 1508 é elevada a cidade e em 2008 são comemorados
os 500 anos.
Quanto a acontecimentos marcantes neste concelho, pode-se
mencionar a instalação de comerciantes vinícolas ingleses, no século XVII, que
modificaram os modos de vida, a morfologia arquitéctonica e o desenvolvimento
económico da cidade.
A nivel de património arquitectónico, destacam-se alguns
edifícios: Igreja e Mosteiro de Santa Clara, construídos entre 1489 e 1496, em
estilo hispano-árabe, o Fortaleza-Palácio São Lourenço da primeira metade do
século XVI, a Sé Catedral, projectada por Pêro Anes a mando do rei D. Manuel I
e que tem um dos mais belos tectos de Portugal feitos com a madeira da Ilha,
contém uma mistura de estilos arquitectónicos: o flamengo, com linhas góticas e
características do estilo Manuelino foi terminada em 1514 ano em que é também
elevada a bispado. Edifícios também importantes são: o paço episcopal, o
palácio do governo regional, a câmara municipal do Funchal, o teatro Baltasar
Dias, os museus das Cruzes, Municipal e de Arte Sacra. O Forte do Ilhéu e a
Fortaleza do Pico são monumentos históricos que marcaram a necessidade de um
bom sistema defensivo contra os frequentes ataques de piratas e corsários.
As personalidades marcantes que passaram pelo Funchal foram:
Elizabeth Wittelsbach, conhecida como Sissi imperatriz da Áustria (1837 - 1898)
que procurou esta cidade por motivos de lazer e de saúde, Carlos I, Imperador
da Áustria e rei da Hungria, Winston Churchill que passou pelo Funchal de
férias onde pintou alguns quadros, Fulgêncio Batista que fez uma escala no
Funchal para o exílio em Espanha.
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